Inverno

Londres não parece mais a mesma cidade. Continua linda.
Apesar do frio, passear nos parques ainda é um dos melhores programas. =)


Hampstead Park
Crédito: Adriano Capelo

And so this is christmas?

Comprar, comprar e comprar! O Natal em Londres chega cedo, antes mesmo do Halloween, já começam a pipocar os primeiros comerciais lembrando a população da mais importante atividade de final de ano: as compras.

E a Oxford Street fica abarrotada de gente que, mesmo debaixo de neve, não desamina de barganhar as melhores ofertas. São sacolas e guarda-chuvas de tudo que é lado, um empurra-empurra dos diabos que deve causar arrepios no pobre menino Jesus.

Engana-se quem pensa que toda essa euforia tem data certa para acabar e que, com o amanhacer do dia 25, as pessoas se lembrariam do sentido primeiro do Natal. Não mesmo, o pior ainda está por vir. Dia 26 é o famoso Boxing Day, quando todas as lojas da cidade entram em liquidação e as mercadorias caem pela metade do preço. Tenho medo só de imaginar o caos que a cidade vai se transformar.

É verdade que hoje a cidade está parada, e não é por causa do mau tempo, não, é por falta de transporte público mesmo, nem ônibus nem metrô funcionam. E agora, aproveito o espaço para registrar minha indignação: Nunca imaginei que Natal em Londres significaria passar o dia em casa, ou andar até onde suas pernas aguentarem... Poxa, numa cidade multicultural como essa, em que a maior parte das pessoas vem de fora e está longe da família, parar tudo no dia 25 de dezembro soa um tanto estranho, né?
Mas é assim que funciona em Londres, no dia 25 de dezembro, todo mundo é cristão.

Stockholm

Voltei apaixonada por Stockholm (suspiros e mais supiros). Que cidade mais deliciosa... mesmo no inverno, com temperatura abaixo de zero, tudo é lindo demais. E as coisas funcionam de verdade, não é como esse caos londrino! O metrô, de sexta e sábado, roda até as três da madruga, depois entram os nigth busses, escola é de graça para todo mundo até a universidade, saúde também, e todo mundo fala inglês, assim turista nenhum fica perdido (sou a única exceção... mas esse é um problema meu, de fábrica, me falta um GPS).

Bom, minha experiência foi ótima. Foi minha primeira vez couchsurfando. Sim, arrumei um couch amigo e me livrei de pagar estadia. Dormi no sofá da Inga, uma sueca para lá de simpática que me fez sentir em casa, parecia que uma de minhas tias estava me recebendo, até jantar ela fez para mim. =)

Na sexta a noite, fomos ao encontro de CouchSurfing num pub no centro da cidade. Mochileiros, anfitriões e visitantes batiam um papo animado quando chegamos. Foi mo gostoso. E adivenhem só, tinha um casal de brazucas lá! Acho que estamos em todos os lugares... Acabei a noite tomando uma cerveja com Inga e suas amigas russas, ao som de uma banda punk sueca, em bar bem alternativo, de fazer inveja em qualquer frequentador do bruraco mais profundo da rua Augusta.

E para minha surpresa e felicidade... nevou! Momento mágico da minha vida, quase em slow motion os floquinhos caíam e dançavam na minha frente para depois grudarem na minha roupa. Ah, tá certo que foi bem ralinho, mas foi o suficiente para me deixar arrepiada. Tentei tirar fotos e fazer filminho, aquelas coisas, né? Mas não rolou, meus dedos estavam duros e congelados demais.

Emergency alarm

Metrô em Londres tende a ser tranquilo, fora do horário de pico, claro, caso contrário, dependendo da estação de embarque, é como estar na Sé. Tudo funciona bem, só as vezes rola aquela paradinha que os paulistanos já estão bem acostumados, ou uma super-mega-blaster lotação. Bom, na verdade, não é nada disso que eu quero contar, acho que esse início foi só para dizer que transporte aqui não é nada perfeito.

Enfim, é que dia desses presenciei uma cena um tanto inusitada. Estava eu no metrô, quietinha, folheando meu jornal de distribuição gratuita,
sentada de frente para uma mãe com uma criança um tanto espuleta, daquelas que sobem no banco e não param quietas. Tanto é que a menininha não controlou seus impulsos curiosos e sem pestanejar, tascou a mão no botão de emergência. Pronto, uma luz vermelha começou a piscar e, na estação, seguinte o trem parou. Eu logo pensei "que ótimo, agora vamos passar horas nesse buraco". Mas que nada, em um minutinho chega um segurança. Cara de poucos amigos, uniforme engomadinho, franzindo a testa, "pronto! lascou-se a menina". "Foi aqui que apertaram o alarme?" A mãe já foi levantando, agarrando a filha e pedindo desculpa. Sorry, sorry, sorry. E de repente, para minha surpresa, o oficial malvado abre um sorriso e passa a mão na cabeça da criança: "isso acontece toda hora, não foi nada." Sério, eu derreti. Não só esperava uma bronca daquelas de perder o rumo de casa, como também, acreditava que o botão fosse mais imaculado, se tudo mundo põe a mão que graça tem?
No fim deu que, sem mais demora, o trem voltou ao seu trajeto. E a menininha, constrangida, passou o resto da viagem ao lado da mãe.

Ice skating

Patinar tambem nao se esquece!



Queridos companheiros de aventura

Quarta-feira

O legal de morar numa cidade multi-cultural como essa eh poder participar de encontros como o que acontece todas as quartas-feiras em um pub em Holborn. Sao brasileiros, ingleses e quase ingleses que se reunem com um unico objetivo: trocar experiencias linguisticas.

Eles sao apaixonados pela musica e cultura brasileira, querem muito aprender portugues e, alguns, ate ja passaram uma temporada no Brasil. Do outro lado estamos nos, que viemos para ca especialmente para falar ingles. Casamento perfeito, nao.

Funciona assim: na primeira hora falamos so em portugues, tiramos as duvidas gramaticais dos gringos, ensinamos novas expressoes tipicamente brazucas (no meu caso, paulistas), e mais curiosidades, historias, filmes, autores, personalidades, efim, tudo vira assunto. Depois o jogo inverte e eh a nossa vez de aprender mais sobre a cultura deles.

Eh uma delicia, tive a sorte de ser apresentada (pela Sueme, sempre ela!) ao grupo logo que cheguei em Londres e, desde entao, minhas quartas-feiras estao sempre reservadas para o encontro. Devo confessar que no inicio achei estranho, um grupo que se formou atraves de um site de relacionamentos, fiquei com o pe atras, eh verdade, mas foi puro preconceito de caipira, a primeira reuniao ja foi suficiente para desfazer essa ideia. Ate o ultimo comunista ingles, Peter Godfrey, aceitou meu convite e se juntou a nos.

Agora estou empenhada na busca de novos participantes brasileiros, a maioria dos frequentadores ou voltaram para a terrinha, ou estao trabalhando demais desse lado do oceano... bom, quem estiver por aqui e quiser participar, eh so aparecer, nao tem erro! =)

Em Oxford

Uma cidade para porta-retrato. Adorei o passeio ao lado de Carol e Vinícius. =^.^=

Bonfire night

"Remember, remember the 5th of November
The gunpowder, treason and plot."

Foram 25 minutos de fogos de artificios para comemorar o que nao aconteceu. Tudo comecou a mais de 400 anos atras, quando o mirabolante plano do catolico Guy Fawkes foi descoberto. Ele pretendia explodir o predio do parlamento ingles com todos os membros dentro, inclusive o rei protestante James I, para assim, dar inicio a um levante catolico. Nao deu certo, faltou-lhe habilidades de Bin Laden, o parlamento continua de pe.

A partir de entao o cinco de novembro ficou conhecido como Bonfire nigth e virou motivo de festa, so nao virou desculpa para sair mais cedo do trabalho. (Se fosse no Brasil, seria feriado!). E dizem as mas linguas que o show pirotecnico dessa noite eh mais caprichado que o da virada de ano, sera?

Michel, Joao, Mari e eu

Outono

... eh a minha cor preferida.



Richmond Park

Acordei relativamente cedo com um unico objetivo: ir ate Richmond Park para ver, ao vivo e em cores, os deer, aqueles veadinhos que puxam a rena do Papai Noel. Poxa, creci assistino Bambi, ficar cara-a cara com esses animais tem um significado especial para mim. =P

Bom, o parque fica bem longe, na zona 4 de Londres, e para piorar, descobri, assim que cheguei na estacao de trem mais proxima, que para chegar la ainda ia mais uns 40 minutos de caminhada. Haja sola de sapato, nao? So a Sara para topar me acompanhar nesses passeios.

Eu to aqui reclamando, mas valeu muito a pena. Nem parecia que estavamos na mesma Londres, me senti dentro de um set de filmagem de algum drama pastelao inspirado na obra de Jane Austen. Tudo era lindo, as casas floridas, os cafes cheios de familias felizes, as criancinhas loirinhas pedalando seus triciclos, as vovos sorridentes. Uma delicia de lugar.

So sei que quando chegamos ao nosso destino minhas energias ja estavam ocilando. Devo admitir que fiquei bem surpresa, estava esperando um parque semelhante aos que povoam o centro da cidade, com grama verdinha e arvores amarelas. Mas que nada, Richmond Park esta mais para reserva florestal do que parque propriamente dito. Na verdade, essa ideia de preservacao veio depois, o parque foi criado para servir de area de caca dos pobres veadinhos.

Mas e agora, cade os deer? "Sao mil hectares de terra, eles ficam todos soltos por ai, para ve-los voces devem andar com os olhos bem abertos", explicou uma senhora que se exercitava por la. E como andamos! Ate que, quando ja estava escurecendo, escutei um barulhinho do nosso lado. Sim, era uma mamae deer e seu filhinho! Esta certo, que fiquei um pouco frustrada, queria mesmo eh ter encontrado Rudolph com seu nariz vermelho, mas tudo bem, ja podia voltar para casa. =P

Franz, Franz, Franz

Dia 24 de outubro, Brixton Academy. Eu estava la!

Quando descobri que Franz faria show aqui em Londres, nao pensei duas vezes, comprei meu ingresso logo de cara. Valeu cada centavo, eles sao excelentes!!! (isso mesmo, com varias exclamacoes)

O terceiro album da banda, 'Tonight', eh otimo e funciona muito bem ao vivo. Eu fiquei maravilhada com a galera toda pulando e cantando junto, uma energia indescritivel. O auge da noite foi com 'This fire': o vermelho do telao e dos holofotes imundou o palco criando um clima de suspense, a banda segurou a empolgacao da plateia dedilhando a musica, ate Kapranos soltar a voz para cantar o refrao e fazer tudo ir pelos ares. Brixton Academy pegou fogo.

Queria ve-los de novo, em marco, ai em SP. O chato que ta super caro, ne? Aqui tambem nao eh barato, mas acho que foi mais justo. A casa era confortavel, nao muito grande, e o palco ficava no final de uma rampa, o que facilita muito a visao de quem esta atras.
Bom, tentei tirar uma fotinhos, nao saiu muito bom, mas vale o registro. =)


Sim! Eu consegui ficar pertinho do palco.

I Know you'll turn it on.

Um aviso necessario. =P

The clocks go back

A partir do sabado, dia 24, so duas horas vao me separar dos relogios brasileiros. Uhuu, eh o fim da unica coisa que restou do verao londrino: o horario. =P

Agora, nao sei porque estou comemorando tanto, isso significa que vai passar a escurecer as cinco da tarde... mas, em compensacao, vou acordar com a luz do dia, ne? Quer dizer, pelo menos nesses dias de outono.

Quando cheguei, estranhei tanto essa diferenca de fuso, era triste ir dormir pensando no que os amigos estavam planejando para a noite. Nao sei explicar, agora me sinto mais perto de casa.

Birthday - parte II

Voltei so para contar que acabei ganhando DUAS festinhas surpresas!
Cheguei em casa e encontrei meus flatmates me esperando com um bolo, velinhas e cartazes de feliz aniversario, tudo organizado pela Paula. =)
Foi lindo! Cheesecake delicioso!

E a noite, Fernandinha me acordou para participar da festa em Sao Paulo, que reuniu as minhas melhores amigas. Nossa, me bateu uma saudade imensa, sinto tanta falta de voces, meninas! Foi dificil conter as lagrimas, viu!

Ei, so espero que nao tenham se esquecido de guardar um pedaco de bolo para mim, hein? =P


Apagando as velhinhas

Paula, o anjinho enviado para cuidar de mim, Antonio e Gui

As meninas do meu coracao e eu!

Birthday

Completei 25 anos hoje, meu deus! Parece que, ate ontem, papai ainda me deixava na porta do colegio... =P

Bom, engracado foi a minha irma que me ligou a meia-noite daqui para desejar feliz aniversario e lembrar que, este ano, pela primeira vez, deixamos de ser irmas gemeas! Eu atingi a fatidica marca de 25 primaveras tres horas antes do que ela. E agora, alem do peso do quarto de seculo que sobrecarregam meus ombros, sinto tambem o da responsabilidade de irma mais velha. (pff.. alguem acreditou nisso?)

E, logo em seguida, consegui falar com a Carol, que tb fez 25 no dia 18. Neste caso, a diferenca de fusos estava a meu favor. Liguei no dia 19 sem precisar me desculpar pelo atraso. =P

Aiai, eh sempre chato comemorar aniversario, ne? Ainda mais longe dos amigos e da familia... devo confessar que estava preparada para um aniversario em branco, mas assim que cheguei em casa, depois de um dia super longo de trabalho, ja tive uma surpresa. Encontrei, em cima da cama, um presentinho da Paula, minha flatmate. Poxa, ela teve a preocupacao de me deixar uma lembrancinha. Fiquei feliz.

Sobre meus planos para o resto do dia, ganhei uma garrafa de champagne, que sobrou da festa de casamento de ontem, pretendo abri-la mais a noite e ir dormir alegrinha.

Love London

I really do.
Amor que veio chegando, assim de mansinho, como quem nao quer nada, timido e desinteressado, se fazendo de dificil... aiai, esses sao os mais perigosos.

Outono

Quase seis horas da tarde, eu aqui de pijama de ursinho (presente de Natal de mamae), ponderando a ideia de subir ate o quarto para pegar um par de meias, meus pes estao gelados, preguica. Devo me sentir culpada por estar super entediada na capital do mundo?

La fora o ceu aberto engana, cada dia esfria mais, pior que a temperatura que cai eh o vento gelado. Nem as folhas das arvores resistem, como eu, uma garota dos tropicos, vou resistir?

Wonderland

Quando fui visitar o ultimo comunista ingles, Peter Godfrey, em Bethnal Green, passei em frente do Museum of Childhood, um enorme e estiloso galpao ao lado de um parque. Naquele dia, o verde do descampado e a alegria das pessoas celebrando o verao me chamaram mais a atencao do que o museu, nem parei para pensar no que podia encontrar ali dentro.
Ai, deu que, esses dias atras, voltei para o bairro, fui so para preencher um cadastro nessas agencias de emprego. Ja estava por la mesmo, por que nao entrar para dar uma espiadinha? E devo confessar que fiquei bem surpresa. Estava imagnando uma coisa quadrada, com brinquedos etiquetados num vitrine, vazio e triste. Mas que nada! Mal passei pela porta de entrada e os gritos da criancada se tornaram ensurdecedores.
Menininhos e menininhas vestidos de Harry Poter e Herminione saltavam de um lado para outro, fila para brincar no cavalinho de pau, mexer no fogao e preparar o cha. Equanto isso, do outro lado, os menos agitados sentavam-se comportadinhos ao redor da 'tia' que contava historias.
Era uma alegria contagiante, que dentro desse espaco de fantasia, me proporcionou a sensacao de mergulhar na minha propria infancia. So tive que tomar cuidado para nao tropecar em nenhum dos espuletas. =P
O museu era bem organizadinho, dividido em partes, num canto os super-herois, no outro as bonecas japonesas, as roupas que foram se transformando decada apos decada, tinha tambem uma area so com coisas de bebes. E nao posso deixar de falar do que mais gostei, ne? Das casas de boneca. Eram incriveis, perfeitas, como todos os detalhes possiveis e imaginaveis: na sala de jantar, a mesa posta com pratinhos, tacinhas e talheres menores que a unha do meu mindinho; a familia reunida na sala de estar; quadros nas paredes recobertas com papel bem ao estilo ingles; porta-retrato em cima das estantes; muitos brinquedinhos no quarto das criancas; tinha uma ate com um tapetes de urso! A mais antiga foi feita em 1670 e esta bem conservada. A mais recente eh de 2003, uma mansao da Barbie com vidros coloridos e moveis modernosos. Comparando todas as casinhas da para notar com a organizacao familiar foi se transformando.
Pena que estava sem a maquina fotografica, so para variar.

Camelodromo


Quer comprar o que? No camelodromo de Londres tem!

Eu tambem me assustei, mas eh verdade, todo domingo ate as cinco da tarde, o estacionamento do mercado de frutas e verduras da cidade se transforma num gigantesco camelodromo. La da para encontrar de tudo, desde roupas e sapatos usados ate moveis e eletronicos, passando por produtos de belezas e camisetas de futebol dos times ingleses.

O lugar eh uma especie de CEASA londrino, cheio de galpoes gigantescos, onde chegam e saem os mantimentos que irao abastecer a cidade. Antigamente esse mercadao ficava em Covent Garden, agora esta proximo a estacao de Vauxhall, mais ao sul, o nome eh o mesmo: New Covent Garden Market.


Dificil eh encontrar o outro pe

Cardiff

Viajar eh muito bom! Aproveitei o final de semana para conhecer Cardiff, a capital do Pais de Gales, com uma galerinha para la de animada. Fomos em sete, todos brasileiros que trabalharam comigo no Buffet.

Antes de qualquer coisa, uma observacaozinha: eh incrivel como esse mundo eh pequeno! Conheci aqui em Londres, sem saber, o Vinicius e a Carol, casal de namorados amigos de faculdade da Bea e da Sueme.

A cidade eh uma gracinha, bem organizada, cercada de castelos de tudo quanto eh tipo. Eu nao sabia mas Wales e o lugar que reune a maior concetracao de castelos do mundo. Bom, e eu como toda garotinha romantica, que sonhava encontrar o principe encantado, adorei visita-los.

O museu de Cardiff tambem vale o passeio, pude ver 'The Kiss' de Rodin, que me arrancou suspiros e mais suspiros, e 'Eternal Spring', que so o titulo ja arrepia, ne? Gostei muito do 'The Shooting Star', de Millet, achei lindo... aiai. Pois eh, adoraria colocar aqui as fotos que tirei, mas para poder fotografar, tive que assinar um formulario me comprometendo a nao divulgar nada na internet (chato...)

As fotos ai embaixo sao da Ruth, eu roubei todas do orkut dela, hehe. To tendo um certo probleminha com as minhas, esqueci o cabo da maquina em SP e nesse final de semana as pilhas me deixaram na mao. =P

Cardiff Castle


Docas

Coch Castle: castelo de conto de fadas
Nao encontrei nem sapo, muito menos principe!

Humor ingles

Trabalhar em Londres nao eh facil. A gente sai do Brasil no maior oba-oba, achando que da para fazer qualquer coisa, que para tudo da-se um jeito, ai chega aqui e descobre que nada eh tao simples assim. Pegar no batente na terra da rainha nao eh mole, nao!

No meu caso, depois de varias tentativas fracassadas (e bem frustrantes) de arrumar um emprego, comecei a fazer um bico divertido. Estou trabalhando como 'catering' de um buffet judeu. Nao tem nada fixo, eh uma brasileira que coordena os eventos e liga quando surge algum trabalhinho.

O primeiro que participei foi o aniversario de um menininho de oito anos, nao sabia, mas essa eh uma data importante para eles, trata-se passagem da infancia para a vida adulta.
Festa com decoracao do Batmam? Homem-Aranha? Harry Poter? Que nada! O salao parecia preparado para receber os formando de algum curso de farmacia (ou um casamento gay, talvez). Tudo preto, toalhas de mesa e cadeiras, o que ressaltava os arranjos fluorescentes do salao. Mamae e papai estavam orgulhosos. Todos os grandes acontecimentos dos poucos anos de vida do garoto foram lembrados em discursos que interrompiam a agitacao da pista de danca.

O segundo foi mais legal, um casamento. Ai, ai, sempre me emociono em casamentos, mesmo quando nao faco ideia de quem sao os noivos! =P
Fiquei imaginando como seria a tao esperada festa do casorio da Fernandinha. Ela entrando de branco, toda chiquetoza, numa capela aconchegante, armada bem longe do barulho da cidade, rodeada de verde, o Jean roendo as unhas de nervosismo, e as irmas Araujos e eu nos debulhando em lagrimas na frente do altar... (que lindo!)

Mas voltando ao assunto, o que me chamou a atencao nesse casamento foi o discurso do 'best man'. O cara comecou bem, contando as aventuras de Jack antes de conhecer a futura mae de seus filhos - a Emily -, e depois de como ela mudou a vida do rapaz e, no final, ergueu a taca e sugeriu um brinde: 'Agora vamos nos levantar e brindar ao noivos. Nao, nao! Vamos brindar a rainha! Um brinde a rainha!' E todos nos salao o seguiram: 'A rainha! A rainha!'

Poxa, uma piada inglesa para animar a noite, pensei comigo. Mas foi ai que a banda comecou a tocar o 'God Save The Queen', e para minha surpresa todos os convidados se alinharam e cantaram juntos o hino da Inglaterra inteiro! Nao acreditei. Que isso? No meio do casamento?
Pois eh, acho que nunca vou entender o humor ingles.

Geladeira

Pauline, minha mae londrina, estava super empolgada esses dias porque ia trocar sua geladeira, a porta da velha tinha caido e essa foi a desculpa para comprar uma novinha em folha, das mais modernosas disponiveis no mercado. Bom, como as ferias ja acabaram por aqui e Pauline voltou a trabalhar, ela nao teria como ficar em casa para receber a geladeira, me pediu para que a ajudasse.
E la fui eu na tarde de terca-feira esperar a geladeria.

Duas horas assistindo 'House' e a campanhia toca. Eram os caras da entrega, e vejam so! Dois brasileiros! Daniel, o mais velho, mora aqui ha mais de oito anos, eh casado e tem uma filhinha de tres anos que nasceu desse lado do oceano, segundo ele, a menininha fala um ingles perfeito. Ronaldo cresceu em Aracatuba, cidade do interior paulista pertinho da minha, chegou tem um ano e meio e disse que nao volta mais para o Brasil, nao. Gosta daqui, tem passaporte italiano e vai ficar ate cansar.

'Ihh', foi a primeira coisa que Daniel disse ao ver o tamanho da porta e corredor que teria que passar com a imensa e pesada caixa de papelao. 'Nao tem outra entrada, nao? Essa eh muito estreita, nao vai dar!'. Ihh, nao tem, nao. As casas aqui sao todas assim, apertadinhas.

'Voces nao estao preparados para receber uma geladeira americana', concluiu Daniel de maneira seca. E o pior eh que ele tem razao, os padroes britanicos nunca irao comportar o 'american way of live', eh impossivel.
Pauline agora esta sem geladeira.

Cerejas

Resolvi aproveitar o sabado para voltar para Notting Hill, queria conferir o Portobello Market, uma especie de feira ao ar livre que so acontece uma vez por semana. Nao preciso falar tudo de novo, ne? Esse foi o bairro que mais me impressionou em Londres e ele fica ainda mais gostoso com o mercado.

No comeco, varias barrinhas de souvenir, roupas, bugigangas e, mais para o fundo, as frutas e verduras. Logo de cara as cerejas acenaram para mim. Humm... estavam todas esparramadas no balcao, ao lado dos figos e pessegos. Comprei um saquinho bem servido e comecei a devora-las ali mesmo, sem pensar duas vezes. E que delicia! Cerejas madurinhas, carnudas e saborosas.

Voltei para casa toda pimpona, me lambuzando com elas no metro. Ao chegar, ofereci algumas para o Guilherme (cuidado nao confundam de Guilherme, esse eh o Gui de Porto Alegre, bah, que mora comigo e nao o Gui mineirinho).

"Nossa, mas que doce, nem parece cereja!" comentou.
Eu concordei balancando a cabeca com sorriso.
"Mas voce sabe que aqui eh tudo geneticamente modificado, ne?"
Han?

E foi-se a minha alegria.

Metro

Por que as taxas de suicidio sao tao altas no metro de Londres?
Olha como sao as plataformas. Acho que as pessoas morrem sem querer.

Notting Hill Carnival

Foram dois dias de muita festa no bairro Notting Hill, na zona oeste de Londres. Bom, eu sou suspeita para falar, adoro baguncar na rua, com boa musica, de graca, onde todos sao bem-vindos e eh so chegar chegando. Nao esperava encontrar alguma coisa assim em Londres, uma festa movida a ritmo caribenho, que celebrasse as diferencas. Fiquei surpresa quando descobri que o carnaval ja eh tradicao, acontece ha mais de 40 anos.

Nao sei como explica-lo, foi mais do que um festival a ceu aberto, acho que foi uma especie de virada cultural com 'parada' - aqueles desfiles de blocos e carros de som. Nunca vi tanta gente nas ruas, era dificil andar entre a multidao, mas nao fiquei incomodada. Uma das coisa que notei eh que aqui, mesmo nos lugares mais apertados, as pessoas se respeitam muito, ninguem aproveita para tirar uma casquinha, so ficam na vontade mesmo.

E no final teve ate um comeco de quebra-quebra para dar aquela animada. As pessoas comecaram a correr de um lado para outro, vi umas garrafas e latinhas voando, mas nao me preocupei, acho que ainda estava sobre o efeito do vinho de dois pounds e meio que havia tomado. A policia tambem estava em todo o lugar, o que colaborou para a sensacao de seguranca.

Foi tudo muito bom, pena que carnaval eh so uma vez por ano.

Viva la revolucion!

Roda de capoeira no meio da multidao

Casa de familia

Quando resolvi me arriscar aqui em Londres, achei que seria uma boa ideia passar o primeiro mes numa casa de familia, assim poderia falar ingles e aprender mais sobre os costumes daqui. Na terioria tudo sao flores, mas na partica nao foi tao simples assim, tive uma pessima experiencia durantes as duas primeiras semanas, cai numa 'lar' bizarro, de uma quarentona acostumada a morar sozinha, chata, rispida e cheia de manias e frescurinhas. Aguentei na minha ate o dia em que ela brigou comigo por eu ter voltado cedo para casa, ai foi demais, ne? Reclamei na escola e rapidinho me transferiram de home-stay.

Foi assim que vim parar aqui, na casa de Pauline e sua filha Akida. Nem tenho nem como comparar, que diferenca!

Pauline eh professora de matematica ha uns 15 anos, faz o estilo maezona, daquelas que colocam uma montanha de comida no seu prato, sempre perguntam se voce esta satisfeito e querem saber tudo sobre o seu dia. Akida eh uma jovem de 18 anos, super alegre e espontanea, recebeu esses dias o resultado de seus exames - tres A que faltavam para garantir sua vaga na Universidade -, em setembro comeca a cursar direiro em Warwick.

Foi muito gostoso acompanhar de perto esse processo, ver toda a ansiedade de Akida se transformar em euforia depois que viu suas notas, depois de noites e noites sem dormir. Fiquei tao feliz, lembrei de como eu me senti ao descobrir que tinha passado no vestibular - eh indescritivel.

E tem tambem o Eric, jamaicano, que veio para a Inglaterra ainda garoto, eh amigo da familia e sempre aparece para uma visita. Gosta muito de conversar, eh um tagarela, por isso nos demos bem. Adorei ouvir suas historias do tempo em que Londres era mais gelada, nao tinha aquecedores eletricos e os trens eram a vapor.

E agora estou tristonhazinha, essa eh a minha ultima noite com eles, amanha me mudo para uma casa de estudantes. =(
O tempo passa rapido em Londres.

Missao cumprida

Desembarquei na terra da rainha com uma importante missao a cumprir: A pedido de meu amigo e ex-chefe Eduardo Rascov, trouxe na bagagem uma encomenda especial para o ultimo comunista ingles, Peter Godfrey. Tratava-se da edicao de agosto da revista Brasileiros e do primeiro livro escrito por Rash, "O Filosofo Voador", lancado no mes passado.

Peter e Rash sao jornalistas, se conheceram no Memorial da America Latina uns meses atras e foram juntos para o Rio de Janeiro entrevistar o grande arquiteto (e comunista) Oscar Niemeyer. Para saber mais dessa saborosa aventura, clique aqui.

Bom, depois de desmarcar duas vezes (Londres eh uma cidade imprevisivel), aceitei o convite de Peter para almocar em sua casa no domingo - que otimo convite, nao? Combinamos de nos encontrar as 13h, na estacao de metro Bethnal Green. Tentei levar em conta a pontualidade britanica, mas nao teve jeito, cheguei 15 min atrasada. Peter ja estava me esperando proximo a bilheteria. O dia estava lindo, um solzinho um tanto incomum para os dias londrinos, fomos caminhando ate sua casa pelas margens do canal que corta o enorme Victoria Park.

Peter mora num aconchegante e espacoso sobrado ingles. No momento, hospeda um amigo chileno, que tambem toca em sua banda de musica latino-americano. No fim de semana anterior, eles se apresentaram no Pais de Gales. Nas paredes da cozinha fotos e recordacoes de suas viagens, nas estantes da sala uma bela colecao de livros e cds. O jornalista fez questao de me mostrar seus albuns brasileiros, entre Chico Buarque e Elis Regina achei Falamansa, Vitor e Leo e Banda Calipso. "Eh bom para dancar", justificou.

O almoco foi otimo. Peter preparou tudo enquanto eu me deliciava com pistaches e suco de maca, fez uma salada caprichada, com batatas colhidas do quintal e para acompanhar um vinho chileno.

Assunto nao faltou, quando olhei no relogio me dei conta que ja passava das seis (e eu que tinha ficado de voltar cedo!). Mas tambem, Peter me deixou tao a vontade que ja estava me sentindo em casa. Foi impossivel recusar o convite para um autentico cha ingles. Experimentei o scone, uma especie de pao doce com passas que se come com geleia e creme (hummm...).

Peter tentou me ensinar as regras do cricket (sabiam que uma partida internacional dura cinco dias?!), comparamos expressoes inglesas e brasileiras, e me sugeriu varias leituras, deu dicas de passeios. Enfim, foi tudo otimo, sai da casa do ultimo cominista ingles mais leve - nao literalmente, ne? depois de tantas guloseimas...

Covent Garden

Ja tinha mais de uma hora que de estava de pe, em frente a saida do metro de Covent Garden, esperando Marilia, uma brasileira que havia conhecido num churrasco e que me prometera vender seu skyphone usado por 15 pounds antes de voltar para o Brasil. Marilia tem jeito de boa moca, mas ja tinha me dado um baita cano na noite anterior. Cada minuto que passava aumentava minha ansiedade. Para evitar roer as unhas, resolvi apelar para um livro. Estava dificil me concentar, fazia uma longa parada entre os paragrafos para checar o movimento da estacao.
Covent Garden eh um bairro fervilhante, cheio de baladinhas, pubs e muitos turistas. O metro eh ponto de encontro da galerinha que vai virar noite a dentro. Um monte de gente passando apressada, rindo alto, no meio de turbilhoes de flyers das baladas. Todo esse movimento me deixava mais insegura: e se Marilia passar e eu nao ver?
Consegui ligar para ela antes da bateria do celular acabar (por que eles sempre nos deixam na mao?). Marilia estava feliz por ser sua ultima noite na cidade e me informou que estava bem atrasada, era para espera-la que chegaria em meia hora, mas isso tinha sido as 9! Que droga!
Foi quando parou do meu lado uma meninha linda, loira de olhos claros, cabelos cacheados, saia florida um pouco acima do joelho, chinelinho de dedo e unhas pintadas de um vermelho estranho.
"Me empresta seu celular?" - perguntou sem usar o excuse-me. "Poxa, meu celular acabou de morrer!". Quando falei que era brasileira, ela nao vacilou: "Tem um bar brasileiro aqui do lado, o Guanabara, vamos?". Na hora lembrei das meninas que estavam distribuindo flyers que davam direito a uma caipirinha gratis nesse bar. Bom, ela tinha sido mais rapida, ja estava com os papeizinhos na mao. Tive que explicar que estava ali esperando uma amiga e que nao sabia o quanto tempo ia demorar. Nao perguntei o nome dela, mas ficamos de nos ver no bar.
Acho diferente esse jeito ingles de fazer novos amigos. Comeca com uma abordagem casual e no final sempre termina com um convite para uns drinks. Meu lado caipira e desconfiado ainda nao se acostumou com esse tipo de coisa. E no final, Marilia apareceu quase 11h. Ufa! Agora tenho um skype phone! Vou ficar o dia inteiro conectada, entrem para conversarmos! =)

Puppet

Em um dos primeiros dias em Londres ate tentei descobrir novos talentos para ganhar um trocado... mas eh dificil, viu! =P
Esse ai do lado eh o Celso, brasileiro que ganha a vida animando as tardes com seu bonequinho John Lennon, na frente da National Gallery. Super gente boa, ele me deu umas aulinhas.
Celso eh casado com uma espanhola, ja rodou o mundo e esta na cidade tem uns oito meses, logo mais levanta acampamento e se muda novamente. Bom, o engracado foi o comentario que ele fez a respeito da capital do mundo: "Londres eh uma favela!". Nao tive como discordar. =P

Lagarteando

Ah, o verao! Como eh gostoso aproveitar as horas de sol do melhor jeito ingles: lagarteando nas pracas e parques.
E que aqui o tempo eh muito doido e, apesar de chamarem isso de summer, do nada o ceu fica todo cinza e cai a temperatura. O sol desse lado eh muito timido, nem parece o mesmo, gosta de brincar de esconde-esconde. Dai a gente aprende a valorizar cada instantezinho de carlor.
Londres tambem eh uma cidade privilegiada, tem imensas areas verdes espalhadas por todos os lugares. Eh muito convidativo! Nao tem como nao aproveitar!
A canga ja virou item obrigatorio, esta sempre na bolsa!

Cartoes Postais

Acho que estava faltando umas fotinhos dos pontos turisticos de Londres nesse blog, ne?





Notting Hill

Encontrei o bairro mais agradavel de Londres, eh Notting Hill. Igualzinho ao filme... casinhas aconchegantes com floreiras na entrada, ruas charmosas, lojas moderninhas, livrarias, sebos e brechos. Aiai...
Os precos tambem eram bem convidativos, pela primeira vez na viagem tive que me controlar para nao abrir a carteira!
So ficou faltando encontrar a livraria do Hugh Grant, ja pensou? =)
O dificil foi voltar de la. Eu e meu companheiro de aventuras, o mineiro Guilherme, tivemos que ziguezaguear pelo metro. Eles simplesmente fecharam a saida de umas estacoes de trem... uma droga, do nada descobrimos que seriamos obrigado a fazer uma rota alternativa, beeem mais longa. =S

City tour as cegas

Alguns dias em Londres e jah deu para perceber que a vida aqui eh uma confusao. Gente entrando e saindo de tudo que eh lado. Eu estou perdida, rodopiando por entre elas que nem barata tonta mesmo. Nao eh que seja um caos generalizado, a cidade tem uma certa logica - o problema eh que isso ainda eh um grande misterio.
E a palavra preferida desse povo eh sorry. Sorry pra ca, sorry para la. Sorry, pisei no seu pe. Sorry, eu quero passar. Sorry, nao entendi. Sorry, I m sorry! Ai, que exagero!
Sorry, eu reclamo demais.
Agora a parte legal: Em que outro lugar do mundo seria possivel fazer um city tour as cegas sem nunca se perder??
Eh uma delicia ir dobrando as ruas londrinas sem destino certo, em cada esquina uma surpresa - Portrait Gallery, Brithish Museun, London Eye, River Thames... e por mais voltas e voltas que de, sempre acabo caindo na boca de um metro. Nem EU me perco aqui.


Brazilian day

Eu sei, eh terrivel. Meu primeiro dia em Londres, depois de um dia super cansativo de viagem - dez horas de voo mais quatro esperando conexao em Amsterdan - foi no Brazilian Day.
Sueme, amiga brasileira que esta por aqui tem um mes e meio me levou. =)
Era soh para ter certeza mesmo... como aqui tem brasileiro! e latino-americano, e indiano, e gente do mundo inteiro exceto ingles. Por isso Londres eh a capital do mundo, eh impossivel nao encontrar alguem que fale a sua lingua.
Minhas primeiras impressoes nao sao as mais felizes. (que droga!)
Londres eh suja e baguncada, como Sao Paulo. A unica diferenca eh que aqui faltam os excluidos.
Ja avisei: se alguem me parar na rua pedindo dinheiro volto imediatamente para o Brasil!

Aos amigos

Depois do fotolog, orkut, twitter e facebook resolvi me aventurar também no campo dos blogs- com um pouco de atraso, é verdade... Daqui uma semaninha embarco para Londres, passo seis meses por lá e espero ter mais do que 140 caracteres para postar.

Nesse espaço, pretendo contar das minhas andanças, descobertas e presepadas. É um jeito de carregar todos os amigos sem perder espaço na mala. =P´

Vou adorar receber dicas e trocar figurinhas! (vou morrer de saudades!)