Castigo

Foi só dar uma abusadinha de nada, tomar um ventinho mais gelado nas costas e pronto! Já está feito o estrago. Tosse, moleza, nariz escorrendo, dor no corpo... só pode ser castigo, viu? Castigo por ter passado uns 15 minutos, pelo menos, rindo do tombo do gordinho xavequeiro na balada.

Ou seria a Vida me dando uma tapa na cara, me trazendo de volta à realidade: "toma tento, menina, você agora está bem mais perto dos trinta que dos vinte!"

O troféu "vergonha alheia" definitivamente é meu.

Troféu Vergonha Alheia Total

Depois do ótimo show do Primal Scream, por que não uma esticadinha na balada? Uma das opções era o Alley, que receberia o baixista da banda para discotecar. Ok, afinal somos jovens! =P
O "Mani" mandou bem, escolheu boas músicas e divertiu a galera. Pena que sua presença foi ofuscada pelas incríveis performances dos BÊBADOS da balada. Loucos, solitários ou entre amigos, foram muitos os concorrentes ao troféu "vergonha alheia total"! Vamos logo aos melhores colocados:

5- Loira "cotovelos que limpam balcão": Filha de coxinha, com cabelos a la Gisele Bundchen, estava tão breaca que, nem com os cotovelos apoiados no balcão, conseguia parar de balançar. O pessoal da limpeza agradece.
4- Maluco dos dreads: Fã do Sepultura, entrou por engano na balada, o jeito foi se divertir. Mesmo com o som das Spice Girls rolando, o cara não parou de sacudir a cabeleira. Uma menina tomou um "dreadlocada" no olho e foi encaminhada à enfermaria. Maluco foi visto pela última vez vomitando na lixeira próxima a saída.
3- Gordinho xavequeiro. Cara de beibe, mas afirmando já ter lá seus 26 anos. Chegou junto em todas as garotas desacompanhadas da noite, sempre com um copo de bebida em mãos. Voltou para casa sem pegar nem resfriado.
2- Louca do banheiro. Bebeu tanto que perdeu a capacidade de ir sozinha ao banheiro. O triste foi, que nessa hora, as amigas todas sumiram. A garota foi auxiliada pelas tias da limpeza, que fizeram o que conseguiram: colocaram-a sentada na privada mas não foi possível evitar que fizesse xixi na própria roupa.
1- Folgada da pista. Dançava alucinadamente empurrando o parceiro que queria se aproveitar de seu corpitcho. Eram braços, bundas, pernas e cabelos para tudo que é lado, até que a panelinha de meninas-moças de um metro e meio de altura ao lado se enfezou, e partiram para a agressão. Pronto a confusão estava armada! Não fosse o Capelo Bom-coração colocar panos quentes na situação: "Ela tá bêbada gente, pra que empurrar?" Bom, quase sobrou para ele também, que virou alvo de ofensas. Eu vi tudo de longe, torcendo para que "bêubada" levasse uns safanões, desculpa, mas gente que bebe e folga desse jeito deve voltar para casa com uns roxinhos, não?
Mas o que veio a seguir foi digno de medalha de ouro olímpica em causação e, por isso, é dela, sem sombra de dúvida, o primeiríssimo lugar! Folgada não se abateu com o início de confusão e continuou mandando ver na pista.  Até que, num rodopio mais elaborado, a mulher se jogou para trás com tanta fúria, que perde completamente o equilíbrio levando para o chão o bailarino que a acompanhava e o gordinho xavequeiro, que coitado, não tinha nada a ver com a história!
Quem nunca caiu e derrubou dois na balada que atire a primeira pedra!
Foi hilário. Até que ponto chega a degradação humana... Depois dessa experiência, pretendo passar um bom tempo afastada da noite paulistana, é muita loucura de uma vez só. (Acho que não somos mais tão jovens assim.)

Béla Tarr e o fotógrafo desinformado

Em paralelo a Mostra de Cinema Indie, acontece também no Cinesesc, por esses dias, um festival laranjinha de curtas, promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da cidade. "Entretodos" é o nome do evento e, só fiquei sabendo de sua existência, quando cheguei no Cinesesc para pegar uma das sessões do Indie.
Camisetas laranjas se espalhavam pelo espaço, distribuindo a programação e convidando os cinéfilos a subirem até o auditório para participarem dos debates e exibições. Até aí nada demais, né? Sim, se não fosse o fotógrafo desinformado... Isso mesmo, fotógrafo laranja sem noção que aguardava o fim das sessões da mostra Indie para bater foto das pessoas saindo da sala. Não sabia ele que estava disperdiçando cliques no festival errado? Ou a intenção era mesmo forjar quórum?
Que sensação horrorosa. Com as pernas ainda bambas e o coração apertado, mega sensibilizado com o drama do casal húngaro, retratado por Béla Tarr, saio do escurinho buscando ar e pronto: sou recebida por um flash, daqueles de ver estrelas!
Xinguei a mãe do cidadão em silêncio. Será que fui a única que se sentiu incomodada com a situação? Vou escrever para a organização reclamando, vou mesmo.

Reflexão

Se eu levasse a faculdade (entenda-se aqui: licenciatura) com o mesmo empenho em que corro atrás das pequenas futilidades da vida, já teria terminado. Meu companheiro de projeto de estágio que o diga. Paciência, meu amigo, paciência.

Fritar é preciso, viver não é preciso.

Mila e sua habilidade de fazer rir

Neste post, eu gostaria de falar sobre a minha irmã. Simples assim: queria divertir as pessoas contando as hilárias experiências dela em campo. Sabe, eu morro de rir com seus emails e mensagens inesperadas no meio da tarde, são ótimas histórias, principalmente quando ela coloca em prática sua psicologia infantil e trava ótimas conversas com criancinhas de três anos. =P
Bom, queria, do verbo querer não é poder. Mila é complexa demais para que se encaixe em poucas linhas e, como todo mundo sabe, quando se explica muito, perde a graça.

(Mentira! A verdade é que eu não consigo escrever nada que não tenha acontecido comigo. Ufa! Boa noite, vou dormir)

Aqui tem um bando de louco

Peguei o ônibus com um bando de louco. Todos sofredores e atrasados para o jogo. Como assim não sabiam que o metrô amarelo só funciona até às 21h?! Pois é, eu também acho um absurdo... E sim, corintiano precisa sofrer muito até para chegar no estádio. O jogo começando e a gente subindo a Teodoro em ritmo de tartaruga. Aiai, até eu estava ficando impaciente, a disputa vale a liderança do campeonato que, no meu raso entendimento futebolístico, não significa lá essas coisas, faltam tantas rodadas ainda.

Desceram na Dr. Arnaldo para continuar o trajeto a pé. Flamengo acaba de fazer o primeiro gol. Que bosta, será que eles já chegaram para incentivar o nosso time?

Coisas da gemelidade 2

Agora que a Mila está na área, escuto com bem mais frequência relatos do tipo: acho que vi sua irmã, era bem parecida com você, mas não era você, era um pouquinho diferente, a roupa era estranha, era a sua irmã, não era?
Ixi, difícil, minha irmã não passa pela Faria Lima, também não acorda cedo nem com reza brava, não sei dizer se foi a esse cinema, geralmente ficamos pelo bairro, e poxa! Dividimos o guarda-roupa!
E agora? Começo a acreditar que existe uma terceira de nós perdida por aí.

Medo de altura

Quando era pequena, ficava muito triste quando meu ditian cantava a música da jardineira. Eu sempre imaginava a menina Camélia feliz, se divertindo em cima de uma árvore, numa tarde ensolarada de verão, até que, por um descuido bobo, ela caía do galho, dava dois suspiros para depois morrer. 
Foi só bem mais tarde que descobri que camélia é flor.

Tenho medo de altura e não subo em árvores.

Alegria

Voltei para casa com dois pacotes de shimeji debaixo do braço, ótimo negócio, estavam em promoção no Pão de Açúcar, tipo dois por um. 
Durante as três quadras que separam o supermercado da porta de casa, vim imaginando o que faria com eles, hummm, que economia! Cheguei pronta e sorridente para dividir minha alegria, até que fui lembrada: Mila não come cogumelos. fuén fuén fuén.
Não é toda alegria que se compartilha... mas tem meio quilo de shimeji me esperando na geladeira. =D