Quadrilha

João seguia Teresa que cutucava Raimundo
que curtia Maria que compartilhava Joaquim que bloqueava Lili
que não adicionava ninguém.
João largou de ser nerd, Teresa virou budista,
Raimundo morreu na mão, Maria foi pra Catalunya...
Joaquim cutucou de volta e Lili firmou “relacionamento sério” com J. Pinto Fernandes
que nunca tinha entrado sequer no velho Orkut.
(Homenagem a Drummond, por Xico Sá)

Justiça seja feita

Dois dias depois de enviado o email abaixo para a ouvidoria da ViaQuatro, eis que uma Regina me liga:
"Boa tarde, senhora Gabriela, eu sou Regina Barros da ouvidoria, recebemos seu email sobre um grave incidente na estação Faria Lima."
Logo pensei, nussa e não é que me ligaram mesmo!
"Peço desculpa desde já, realmente não é desta maneira que um funcionário da segurança deveria se portar, o caso é gravíssimo... (mais desculpas e explicações sintéticas de como a contratação e treinamento dos funcionários são feitos) estamos tomando as devidas providências, já encaminhamos a ocorrência para o  'Departamento de Casos Gravíssimos' (não me lembro para quem exatamente ela disse que enviaria o problema) e, com certeza iremos averiguar e punir os responsável e bibibi. Você não foi a única, recebemos outros dois emails descrevendo o que aconteceu na mesma hora e local... bibibi... esperamos contar com a sua ajuda sempre."
No final, Regina ainda me ofereceu seu telefone direto, disse que podia ligar para tirar dúvidas ou para acompanhar o caso. Desliguei o celular com uma sensação mista de dever cumprido e friozinho na espinha. Justiça seja feita.

A/C ViaQuatro


Boa tarde, 
Meu nome é Gabriela, sou usuária da Linha 4 amarela de metrô, que está sob responsabilidade de vocês, ViaQuatro, Grupo CCR.
Escrevo para relatar um terrível incidente que presenciei e testemunho a seguir:
Ontem, dia 25/10, às 21h20, logo após o bloqueio das catracas da estação Faria Lima, dois homens, visivelmente embriagados, foram impedidos de descer para a plataforma de embarque pelos seguranças do local. O motivo eu não tive conhecimento, mas também, acredito não ser relevante. O caso é que uma grande confusão foi formada. Ao todo, seis seguranças, vestidos de cinza, fortes e musculosos, contratados por sua empresa, cercaram os dois homens que gritavam e tentanvam se defender. O clima era tenso, mas tudo não passava de discussão e ofensas verbais, até o momento em que um dos seguranças, o maior de todos, esqueceu-se totalmente de sua função e posição e passou a agredir fisicamente os homens, desarmados e bêbados. Fiquei horrorizada com a situação, eram chutes e pontapés desferidos por uma pessoa que, no meu entender, deveria prezar pela ordem e segurança do local. Ele estava claramente tentando machucar os dois homens e transformou a estação em um ringue de luta-livre.
Para controlá-lo e impedir que esse sujeito espancasse, ainda mais, os dois homens, seus próprios companheiros de trabalho tiveram de intervir e segurá-lo.
Foi vergonhoso! Acredito que, por mais grave que seja a situação, nunca um funcionário contratado para prezar pela segurança de terceiros pode perder a razão desta maneira. E, mesmo que os dois homens embriagados tenham cometido alguma infração, em hipótese alguma deveriam ser tratados desta maneira. Esta situação eu chamo, sem receio algum, de abuso de autoridade. 
Escrevo, desta maneira, com o intuito de solicitar atenção, para alertá-los sobre a importância do bom treinamento profissional e boa contratação, para que episódios como este não tornem a acontecer e para que possamos usurfruir, sem temor, do transporte público (ainda que privatizado). 

Att,  

Eu queria...

...clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê. E também clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê e mais clichê, clichê, clichê, clichê, clichê, clichê. Enfim, para terminar, queria o maior CLICHÊ do mundo.

Steve Jobs e eu

Tenho o péssimo hábito de dormir com o cabelo molhado. Eu sei, é horrível, mas fazer o quê? Chego tarde em casa e, só de pensar em acordar mais cedo para lavá-lo, me dá um súbito ataque de preguiça. Secador, então? Argh! Só serve para ocasiões extremas, como resfriada durante o inverno. O único problema é que, na manhã seguinte, acordo parecendo a Amy Whinehouse depois de um porre. Uma verdadeira tragédia que só se resolve com elástico.

Hoje de manhã não foi muito diferente, mas levei um mega susto ao me olhar no espelho do banheiro: a parte de trás estava toda levantada e amassada, um horror. Voltei para o quarto e cutuquei o Adri: "Você viu o meu cabelo?". "Vi, ta lindo", respondeu sem tirar os olhos da tela.

Impossível concorrer com Steve Jobs.

Pausa para o café

É a merecida recompensa depois de algumas horas de concentração em um trabalho chato, cansativo ou desgastante. É a injeção de ânimo que te faz levantar a cabeça, seguir em frente, terminar o dia. Café é momento de prazer, pode ser entre as sessões de filmes da mostra, depois do almoço, com o jornal na mão e, quando vem acompanhado de uma boa conversa entre amigos, é melhor ainda. Enfim, café =  felicidade.

"Vou fazer café, você quer?" Grita minha irmã da cozinha. Meu corpo todo estremece, um alarme é acionado automaticamente no interior do meu cérebro, todas as associações descritas acima caem no buraco negro do esquecimento. "Béin! Béin! Perigo! O café da Mila é o pior café do mundo!! Béin! Béin!"
"Sim", respondo me contorcendo na cadeira. "Quer fazer?", ela retruca de maneira desafiadora. Silêncio. Palavras me faltam. Quem sabe desta vez não dá certo.

Cabelo e bonecas

Quando era pequena, mamãe nunca me deixava cortar os cabelos das bonecas. Ela dizia que aquilo não era de verdade e, seu eu cortasse, ficaria tudo espetado e feio. Eu obedecia, mas morria de vontade. Olhava com atenção as madeixas loiras da Barbie e imaginava como ficaria com uma franja curtinha, um repicado nas pontas, ou um chanelzinho retrô.

Hoje, me diverto com a tesoura e os cachos do Adri.

Pedrinhas

Como uma pedrinha, tão mínima assim, quando aparece no lugar errado, pode fazer tanto estrago?