Inverno

Londres não parece mais a mesma cidade. Continua linda.
Apesar do frio, passear nos parques ainda é um dos melhores programas. =)


Hampstead Park
Crédito: Adriano Capelo

And so this is christmas?

Comprar, comprar e comprar! O Natal em Londres chega cedo, antes mesmo do Halloween, já começam a pipocar os primeiros comerciais lembrando a população da mais importante atividade de final de ano: as compras.

E a Oxford Street fica abarrotada de gente que, mesmo debaixo de neve, não desamina de barganhar as melhores ofertas. São sacolas e guarda-chuvas de tudo que é lado, um empurra-empurra dos diabos que deve causar arrepios no pobre menino Jesus.

Engana-se quem pensa que toda essa euforia tem data certa para acabar e que, com o amanhacer do dia 25, as pessoas se lembrariam do sentido primeiro do Natal. Não mesmo, o pior ainda está por vir. Dia 26 é o famoso Boxing Day, quando todas as lojas da cidade entram em liquidação e as mercadorias caem pela metade do preço. Tenho medo só de imaginar o caos que a cidade vai se transformar.

É verdade que hoje a cidade está parada, e não é por causa do mau tempo, não, é por falta de transporte público mesmo, nem ônibus nem metrô funcionam. E agora, aproveito o espaço para registrar minha indignação: Nunca imaginei que Natal em Londres significaria passar o dia em casa, ou andar até onde suas pernas aguentarem... Poxa, numa cidade multicultural como essa, em que a maior parte das pessoas vem de fora e está longe da família, parar tudo no dia 25 de dezembro soa um tanto estranho, né?
Mas é assim que funciona em Londres, no dia 25 de dezembro, todo mundo é cristão.

Stockholm

Voltei apaixonada por Stockholm (suspiros e mais supiros). Que cidade mais deliciosa... mesmo no inverno, com temperatura abaixo de zero, tudo é lindo demais. E as coisas funcionam de verdade, não é como esse caos londrino! O metrô, de sexta e sábado, roda até as três da madruga, depois entram os nigth busses, escola é de graça para todo mundo até a universidade, saúde também, e todo mundo fala inglês, assim turista nenhum fica perdido (sou a única exceção... mas esse é um problema meu, de fábrica, me falta um GPS).

Bom, minha experiência foi ótima. Foi minha primeira vez couchsurfando. Sim, arrumei um couch amigo e me livrei de pagar estadia. Dormi no sofá da Inga, uma sueca para lá de simpática que me fez sentir em casa, parecia que uma de minhas tias estava me recebendo, até jantar ela fez para mim. =)

Na sexta a noite, fomos ao encontro de CouchSurfing num pub no centro da cidade. Mochileiros, anfitriões e visitantes batiam um papo animado quando chegamos. Foi mo gostoso. E adivenhem só, tinha um casal de brazucas lá! Acho que estamos em todos os lugares... Acabei a noite tomando uma cerveja com Inga e suas amigas russas, ao som de uma banda punk sueca, em bar bem alternativo, de fazer inveja em qualquer frequentador do bruraco mais profundo da rua Augusta.

E para minha surpresa e felicidade... nevou! Momento mágico da minha vida, quase em slow motion os floquinhos caíam e dançavam na minha frente para depois grudarem na minha roupa. Ah, tá certo que foi bem ralinho, mas foi o suficiente para me deixar arrepiada. Tentei tirar fotos e fazer filminho, aquelas coisas, né? Mas não rolou, meus dedos estavam duros e congelados demais.