Uma espinha incomoda muita gente...

Uma espinha gigante na ponta do nariz incomoda muito mais!
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Geralmente, quando ensino as partes do corpo para os alunos, aponto para cada lugar em mim mesma e peço para eles repetirem. Cabelo, testa, sobrancelhas, olhos, boca... Na aula de hoje, pulei descaradamente o nariz.

Por que não existe atestado médico por erupcão cutânea resultante de inflamação das glândulas sebáceas? Quero ficar em casa.

30 anos depois

Olhar cansando,
nariz furado.
30 anos depois,
é ainda Paxola
quem te consola.

Tinha mania de anotar tudo

Passeava pelos museus munida de caderninho e caneta. A ideia era registrar tudo que me chamasse a atenção: obra, autor, ano, estilo... Como se o esforço fosse me garantir mais espaço na memória. Quanta inocência...
Esses dias, lembrei de uma vídeo instalação que vi no Tate Modern. Uma obra marcante mesmo, muito forte, talvez a que mais tenha mexido comigo em meio a tantos picassos, mondrians e dalís. Revirei as gavetas e os cadernos atrás das anotações, tenho certeza que deixei marcado em algum lugar mais informações do vídeo, algo que me facilitasse a busca no google. Queria rever o trabalho com mais calma e com outros olhos, ler o que se falou a respeito... Não achei coisa alguma. E agora? Só me resta a péssima memória, em quem já sei que não posso confiar. Devia, primeiro, ter pensado em soluções para a falta de ordem.
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Um homem e uma mulher, numa sala de estar, nus, em silêncio, arremessam, repetidas vezes, um para o outro, uma grande bola de plástico, dessas que a gente ganha no parque de diversão. Na cena seguinte, ela aparece sentada no sofá, mas a ação é sempre a mesma: receber e devolver a bola de plástico. O vídeo é preto e branco, mas eu tenho para mim que a bola era azul.

Baby, acho melhor vc voltar pra terapia...

(respire fundo, Gabriela, respire fundo)
((só chocolate salva))

Santo Amaro, 19h30.

Saio do trabalho em direção ao ponto de ônibus. Ruas vazias, silêncio, vou perdida em meus pensamentos. Na esquina, um susto. Involuntariamente, agarro-me a bolsa, dou um salto para o lado e encaro o cidadão estranho encostado no muro, escondido no breu da noite.
- Calma, dona, de boa, eu sou da paz.
Até, penso em parar e me desculpar, mas as pernas são mais rápidas. Pô, um sujeito parado na esquina mais escura do cruzamento, nesse frio = suspeito. Ele continua:
- Que deus te abençoe e te arrume um marido, viu?
Oi? Um marido?! Fala sério! Prefiro um spray de pimenta para esfregar na cara dessa sociedade machista! Sfd!

C'est la vie

Há três anos o mundo era meu quintal e esse blog era um parceiro de viagens. Hoje, minhas aventuras têm se resumido aos 6m² da minha cozinha. O blog continua de pé.

O poder da mente

Culpo os ovos cheios de hormônio ou as cenouras supostamente radioativas? Bom, o caso é que o bolo saiu verde fluorescente. Não sei explicar, minhas experiências culinárias não estão no gibi!
Saí e deixei-o ainda quente em cima do fogão, sabia que a Mila voltaria logo mais e, talvez, com fome. (Sim, sou uma ótima irmã.)
Mais tarde, chego em casa e encontro Mila com cara de interrogação: 
- Ué, não gostou do bolo?
- Bolo do quê?
- Como assim? Bolo de cenoura, ué?
- Sério?
- Sim, a cor engana mas o sabor não deveria!
E foi, com essa experiência besta, que provamos o incrível PODER DA MENTE. Mila só sentiu o sabor cenoura quando provou o bolo pela segunda vez, depois de eu ter contado dos ingredientes; minutos antes seu cérebro estava bloqueando o paladar e só se atinha à cor estranha. Não é interessante como nossa mente funciona, fazendo uso de todas as informações que recebe automaticamente?

Uau, me sinto uma Piaget do novo milênio!