Metrô em Londres tende a ser tranquilo, fora do horário de pico, claro, caso contrário, dependendo da estação de embarque, é como estar na Sé. Tudo funciona bem, só as vezes rola aquela paradinha que os paulistanos já estão bem acostumados, ou uma super-mega-blaster lotação. Bom, na verdade, não é nada disso que eu quero contar, acho que esse início foi só para dizer que transporte aqui não é nada perfeito.
Enfim, é que dia desses presenciei uma cena um tanto inusitada. Estava eu no metrô, quietinha, folheando meu jornal de distribuição gratuita, sentada de frente para uma mãe com uma criança um tanto espuleta, daquelas que sobem no banco e não param quietas. Tanto é que a menininha não controlou seus impulsos curiosos e sem pestanejar, tascou a mão no botão de emergência. Pronto, uma luz vermelha começou a piscar e, na estação, seguinte o trem parou. Eu logo pensei "que ótimo, agora vamos passar horas nesse buraco". Mas que nada, em um minutinho chega um segurança. Cara de poucos amigos, uniforme engomadinho, franzindo a testa, "pronto! lascou-se a menina". "Foi aqui que apertaram o alarme?" A mãe já foi levantando, agarrando a filha e pedindo desculpa. Sorry, sorry, sorry. E de repente, para minha surpresa, o oficial malvado abre um sorriso e passa a mão na cabeça da criança: "isso acontece toda hora, não foi nada." Sério, eu derreti. Não só esperava uma bronca daquelas de perder o rumo de casa, como também, acreditava que o botão fosse mais imaculado, se tudo mundo põe a mão que graça tem?
No fim deu que, sem mais demora, o trem voltou ao seu trajeto. E a menininha, constrangida, passou o resto da viagem ao lado da mãe.
Enfim, é que dia desses presenciei uma cena um tanto inusitada. Estava eu no metrô, quietinha, folheando meu jornal de distribuição gratuita, sentada de frente para uma mãe com uma criança um tanto espuleta, daquelas que sobem no banco e não param quietas. Tanto é que a menininha não controlou seus impulsos curiosos e sem pestanejar, tascou a mão no botão de emergência. Pronto, uma luz vermelha começou a piscar e, na estação, seguinte o trem parou. Eu logo pensei "que ótimo, agora vamos passar horas nesse buraco". Mas que nada, em um minutinho chega um segurança. Cara de poucos amigos, uniforme engomadinho, franzindo a testa, "pronto! lascou-se a menina". "Foi aqui que apertaram o alarme?" A mãe já foi levantando, agarrando a filha e pedindo desculpa. Sorry, sorry, sorry. E de repente, para minha surpresa, o oficial malvado abre um sorriso e passa a mão na cabeça da criança: "isso acontece toda hora, não foi nada." Sério, eu derreti. Não só esperava uma bronca daquelas de perder o rumo de casa, como também, acreditava que o botão fosse mais imaculado, se tudo mundo põe a mão que graça tem?
No fim deu que, sem mais demora, o trem voltou ao seu trajeto. E a menininha, constrangida, passou o resto da viagem ao lado da mãe.
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