eu: bu!
urubu.
brucutu.
itu?
ela: vaitomanocu.
Pesadelo
Sábado, umas sete da manhã meu celular toca. Desligo automaticamente, confundo com o toque do despertador. Sonho, podia ser da escola cancelando a aula de hoje... aiai... Cinco minutos, toca de novo. Atendo:
- O Val, por favor. (voz de mulher, meia idade)
- Não tem ninguém com esse nome, é engano.
- Por quê?
Desligo. Que tipo de pergunta é essa? "Por quê?" Resposta simples: Porque tu é uma anta e ligou errado, oras!
Fecho os olhos, tento relaxar. Celular de novo! Mesmo número! Desligo.
Mais cinco minutos... e o celular insiste:
- Alô!
- Por favor, o Antônio.
- Não tem Antônio aqui! Você está ligando errado! Se ligar de novo, vou passar seu telefone para a PULÍCIA!!
- Estou ligando porque é URGENTE! Muito obrigada pela educação!
- Estou ligando porque é URGENTE! Muito obrigada pela educação!
Bate o telefone. Fecho os olhos, tento pegar no sono... mas o cel me acorda outra vez! Amaldiçoo Graham Bell e toda a tecnologia das comunicações!
- ALÔ!
Uma senhora responde:
- Queria falar com o Val, foi ele que me passou esse número.
- Mas é engano minha senhora, esse telefone é meu, não conheço Val nenhum.
- É que meu marido Antônio combinou de pegar ele na "ilha", ele já foi pra lá, é pro Val esperar na frente do prédio.
- Então, não posso fazer nada, esse número não é do Val. Tem certeza que o DDD está certo? Você esta ligando para São Paulo.
- Mas foi ele que me passou o número!
- Olha, são sete da manhã, é sábado! Não adianda insistir que vai cair aqui..
Ela desliga minha cara.
....
Despertador toca, fico com preguiça de levantar. Perco a hora.
....
Ônibus cheio em direção a Santo Amaro. Quando o dia já começa assim...
Peidam no busão.
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A (impossível) arte de emagrecer ou Coisas da gemelidade 4
Cheguei em casa e comi só uns legumes refogados com um bocadinho de arroz, já passavam das 9, estava seguindo os conselhos de Mila, "evite comer a noite!". Mas, Mila, eu chego tarde em casa, faminta... "Evite!".
Agora, o relógio marca 1h45, hora de dormir. Meu estômago reclama. Poxa, dormir com fome é FODA! Prefiro ficar gorda é a minha conclusão imediata.
.....
Estranho, Mila e eu somos uma gangorra (falando de peso, ok?). Na época em que estava mais gorda, tipo rechonchuda mesmo, a Mi estava magééérrima. Depois, ela voltou ao normal, e eu passei por um estranho período de falta de apetite, que resultou em quilos a menos. Esse começo de ano, a mesma coisa... um vai-e-vem sem fim.
Bom, vocês conhecem a "charada" dos dois irmãos que caem chaminé abaixo? Vou contar aqui rapidinho... dois irmãos estão limpando a lareira de uma casa, escorregam e caem pela chaminé. Um deles sai limpinho, enquanto o outro sai imundo. Qual dos dois vai se limpar? O que está limpo. Entenderam?
(Isso deve ser paródia de algum filósofo)
(Isso deve ser paródia de algum filósofo)
Bolo de ponkan
Quem se lembra das aulas de ciências, sabe que a língua é cheia das papilas gustativas e que é por elas que identificamos o sabor dos alimentos. O doce vem na pontinha, depois o salgado, o azedo e, lá atrás sentimos o amargo. (Pelo menos era assim na minha época!) Agora, uma experiência prática:
Esses dias resolvi inovar, peguei na internet uma receita de bolo de mexerica ponkan, feito com as cascas. Ué, por que não aproveitar melhor os alimentos? Contribuir com a preservação do planeta e bibibi? Casca é saúde, não é mesmo?
Aiai, e o bolo saiu lindo do forno... cheiroso, fofinho, de dar água na boca. Humm... e ainda estávamos todos com fome. Até que foi a hora de prová-lo. "Incrível, deu certo!", foi o que pensei ao colocar um pedacinho na boca. Eis que, segundos depois, sobe um amargo horrível do fundo da garganta e contamina tudo, apaga drasticamente da memória todos os vestígios do sabor docinho que veio antes. Triste.
Esses dias resolvi inovar, peguei na internet uma receita de bolo de mexerica ponkan, feito com as cascas. Ué, por que não aproveitar melhor os alimentos? Contribuir com a preservação do planeta e bibibi? Casca é saúde, não é mesmo?
Aiai, e o bolo saiu lindo do forno... cheiroso, fofinho, de dar água na boca. Humm... e ainda estávamos todos com fome. Até que foi a hora de prová-lo. "Incrível, deu certo!", foi o que pensei ao colocar um pedacinho na boca. Eis que, segundos depois, sobe um amargo horrível do fundo da garganta e contamina tudo, apaga drasticamente da memória todos os vestígios do sabor docinho que veio antes. Triste.
O bolo de ponkan é uma metáfora da vida.
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