Can you shut up?

Muito difícil encontrar no busão nosso de cada dia alguém que tenha o gosto musical parecido com o da gente. E haja bom-humor para atuar a molecada que põe aquele funk cabeludo nas alturas, ou o tiozão do sertanejo mela-cueca. Até pastor evangélico (dos mais fervorosos) já fui obrigada a ouvir contra a vontade. Não é à toa que música foi (ou é!) um recurso de tortura, como vimos na prisão de Guantánamo... um horror! Mas acho que é essa a sensação mesmo: uma sala de tortura. Por isso sou totalmente a favor das campanhas que incentivam o uso do fone de ouvido... não sei se elas têm mostrado resultado, mas pelo menos percebo que não sou a única incomodada.
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Poucos lugares disponíveis, passo a catraca e me sento ao lado de um rapaz com fones de ouvido. Me acomodo, abro um livrinho até que.. uma voz esganiçada começa: "é preciso ama-aa-ar as pessoas como se não houvesse amanhã". Era o moleque cantando sozinho. Oh, céus!

Ando seriamente repensando essas campanhas por fones.

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