Hitchcock fez parte da minha infância. Não lembro bem quantos anos tinha quando assisti Os Pássaros pela primeira vez, lembro só que foi durante as férias, estava na casa da Batian (época boa em que tomava coca-cola com bolinho todos os dias), era inverno e não estava sozinha. Morri de medo. Foi o filme que mais me apavorou antes das abduções alienígenas entrarem na moda. Lembro claramente de mamãe tentando consolar a mim e minha irmã: "Olha só, dá para ver que é tudo de mentirinha! Vão ficar com medo disso?" Sim, ficamos, e muito.
É provável que nem tenha visto o filme inteiro, lembro de trechos que me amedrontaram muito, como aquela parte em que as crianças são atacadas na escola, ou o enxame de pardais que invade a sala pela lareira. Bom, depois desta experiência, as idas ao parquinho ganharam uma nova conotação, passamos a monitorar o movimento das pombas nos fios elétricos, temíamos um ataque.
O caso é que, só depois de anos e anos, resolvi me arriscar a ver o filme novamente. Aproveitei a mostra em homenagem ao diretor no Cinesesc, e peguei a última sessão da saideira, às 2h da madruga. (Fiquei feliz, pelo menos neste horário os ingressos não estavam tão concorridos).
Foi uma ótima surpresa, o filme é muito bom! Não lembrava da história, das personagens, do mistério dos pássaros, para mim era só um filme de terror. Fiquei em estado de êxtase durante duas horas, acabou e eu ainda queria mais. Na saída ainda ganhamos uns mimos do Cinesesc que me ajudaram a recuperar o fôlego: sopinha de legumes delícia e um botton de Psicoce. Quero mais sessão madrugada!!
Um comentário:
Desculpa, mas não posso deixar de incluir uns comentários feitos pessoalmente a respeito deste post:
Mila: mas vc tomava coca-cola com bolinho em casa também.
Adri: vc toma coca-cola com bolinho até hoje!
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